segunda-feira, 7 de julho de 2008

CRISE DA ÁGUA?

Segundo Miller(1983), nosso planeta pode ser comparado com uma astronave. Nessa astronave chamada Planeta Terra, existe ar, água e comida suficientes para manter seus passageiros. Mais tendo em vista o progressivo aumento do numero desses passageiros, em forma exponencial, pode-se vislumbrar, a médio e longo prazo, problemas sérios para manutenção de sua população. Definindo então temos os três principais componentes da crise ambiental. POPULAÇÃO, RECURSOS NATURAIS E POLUIÇÃO. Partindo dessa breve introdução, vamos tocar num ponto agora primordial, para o século XXI, que para muitos será o principal motivo das grandes futuras guerras do século XXI, a ÁGUA. Nosso planeta é composto de aproximadamente 70 % de água, sendo que 97,5% da água existente na Terra é salgada e apenas 2,5 % é de água doce, fazendo-se uma proporção dessa água doce, podemos chegar ao seguinte resultado: 68,9% é subterrânea, 29,9% estão nas geleiras, 0,9 % em outros reservatórios e 0,3 % são lagos. O nosso planeta tem 200.000 km³ de água doce, distribuída em rios e lagos, sendo que 160.000 km³ são lagos e 40.000km³ são rio. Mais a crise da água pode ser referida pelo simples fato de que apenas 9 países possui 60% de toda a água doce existente na terra. O Brasil por exemplo é responsável por 12% de toda água doce existente no planeta, sendo que as bacias dos rios Paraná, Amazonas e São Francisco são responsável pó 60% da água doce do Brasil, com isso vemos que os recursos hídricos estão distribuídos de forma irregular, caminhando junto com a má distribuição do tempo, qualidade¹ e quantidade. Apesar desses dados , em muitos pontos alarmantes, ainda é muito cedo para se falar em escassez de água no planeta? O geógrafo Francisco Mendonça², afirma que a mudança climática é um dos fatores complicadores, como são as guerras e a pobreza. A pessoa não pensa em cuidar de um rio, se não tem o que comer. Por isso muitos afirmam que o futuro poderá ter guerras pelo controle da água. Se houvesse uma crise hídrica, a China teria redução nos níveis de água, com isso haveria uma queda drástica na pesca, principalmente nos delatas, o Oriente Médio, sofreria com a diminuição na quantidade de água, sendo que a maioria dos países dessa região importaria água de países como Brasil, Canadá ou Rússia. É muito importante que cuidemos de nosso precioso liquido, muitos rios brasileiros, principalmente os urbanos sofrem com um processo de deterioração, devido ao uso predatório, inconsciente e irracional de suas água, causando consigo uma poluição. Cuidemos de nossos rios, de nossa água e de nosso Planeta, na nossa nave chamada TERRA.

Qualidade¹ - A OMS, estima que 25 milhões de pessoas no mundo morrem por ano, devido a doenças provocadas pelas águas, como cólera e diarréia, principalmente na África.

Francisco Mendonça² - Geógrafo, PhD pela Universidade de Paris, e professor da UFPR( Universidade Federal do Paraná).
G-8 discute alta do petróleo e crise dos alimentos

A alta dos preços internacionais do petróleo e dos alimentos consumirá, entre hoje e quarta-feira (dia 9), boa parte da agenda dos líderes do grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia, o G-8। A reunião de cúpula anual do G-8, desta vez realizado em um resort na ilha de Hokkaido, no Norte do Japão, oficialmente será dedicada às questões climáticas - aquecimento global e definição de metas de redução de emissão de gases do efeito estufa até o fim do ano que vem (tarefa deixada pelos membros da Organização das Nações Unidas, ONU, em dezembro passado, em Bali), para que possam ser aplicadas a partir de 2012।A fome, entretanto, falará mais alto. A resposta do G-8 para as conseqüências imediatas e visíveis do aumento dos preços internacionais dos alimentos deverá mais uma vez ser paliativa - a ajuda alimentar dos países ricos aos pobres. Não há expectativas de que sejam adotadas medidas efetivas para reduzir a especulação nos mercados futuros agrícolas e de petróleo, como regras de controle sobre os capitais voláteis ou eliminar os subsídios concedidos pelas maiores economias do mundo a seus produtores rurais. A pressão dos países mais vulneráveis e dos organismos financeiros igualmente está posta na solução de curto prazo da ajuda alimentar. O Banco de Desenvolvimento Asiático (ADB, na sigla em inglês) alertou na semana passada que 1 bilhão de asiáticos gastam pelo menos 60% de seus salários com comida, e serão alvo de desnutrição por causa do aumento dos preços dos alimentos. A instituição planeja abrir uma linha de US$ 1 bilhão para financiar programas de reforma no setor agrícola este ano, dos quais US$ 500 milhões seriam desembolsados imediatamente para socorrer produtores mais pobres. A cifra deve dobrar em 2009. O Banco Mundial deve destinar US$ 10 bilhões para programas para reduzir a fome e os custos de sementes e fertilizantes para produtores dos países mais pobres. Além do plano emergencial, a alta dos preços internacionais do petróleo e dos alimentos tende a emergir nas discussões do G-8 pelo seu aspecto mais devastador para a economia e o bem-estar das sociedades - a inflação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.







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